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CNPI reivindica medidas emergenciais para proteção de povos indígenas

CNPI reivindica medidas emergenciais para a proteção dos povos indígenas, sua integridade física e a regularização dos territórios Pataxó (BA), Tapeba (CE) e Xukuru-Kariri (AL). O Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI) aprovou, em 2026, resoluções que cobram do Estado brasileiro respostas urgentes para garantir a proteção territorial, a segurança das lideranças e a efetivação dos direitos constitucionais dos povos Pataxó (BA), Tapeba (CE) e Xukuru-Kariri (AL). As Resoluções CNPI nº 3 e nº 6, de 27 de fevereiro de 2026, e a Resolução CNPI/MPI nº 9, de 19 de junho de 2026, possuem pontos em comum ao apontarem que essas comunidades têm vivenciado cenários marcados pela morosidade na regularização fundiária de seus territórios, o que tem contribuído para a recorrência de conflitos territoriais, ameaças e situações de violência contra as comunidades indígenas e suas lideranças. Além disso, as resoluções reafirmam que o Estado brasileiro possui a obrigação constitucional de demarcar, regularizar e proteger os territórios indígenas. Ao mesmo tempo, o CNPI reivindica uma atuação articulada dos órgãos públicos para enfrentar e dirimir esses conflitos, garantindo respostas efetivas que assegurem a proteção das comunidades, a defesa e manutenção de seus direitos territoriais, em conformidade com a Constituição Federal. RESOLUÇÃO CNPI Nº 3, DE 27 DE FEVEREIRO DE 2026 RESOLUÇÃO CNPI Nº 6, DE 27 DE FEVEREIRO DE 2026 RESOLUÇÃO CNPI/MPI Nº 9, DE 19 DE JUNHO DE 2026

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É TEMPO DE ALDEAR A POLÍTICA

11ª Assembleia Geral da APOINME reafirma a força indígena nas decisões sobre o futuro do país Baixe documento completo aqui Ocupar a política também é defender nossos territórios. Essa compreensão atravessou os debates da 11ª Assembleia Geral da APOINME, realizada na Aldeia Nazaré, no Piauí, território dos povos Tabajara e Tapuio-Itamaraty. Ali, nossos povos e organizações do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo, reafirmaram o compromisso de fortalecer a Campanha Indígena 2026, construída pela APIB junto com suas organizações regionais de base. Como parte dessa construção, nós da APOINME seguimos fazendo da Campanha Indígena uma estratégia coletiva, fortalecida durante o calendário eleitoral e para além dele. As eleições são uma etapa de uma caminhada política permanente, construída todos os dias pelas organizações e pelos povos em seus territórios. É nesse caminho que a Campanha Indígena apresenta ao Brasil o Nosso Território, Nossa Vida, projeto de país construído pelo movimento indígena a partir das experiências e propostas dos povos. Esse projeto orienta nossa participação nas eleições e nosso diálogo com candidaturas indígenas e aliadas. Queremos levar para os espaços de decisão uma visão de futuro comprometida com a demarcação dos territórios e com os direitos coletivos, fortalecendo uma democracia construída com participação indígena. Os posicionamentos apresentados neste manifesto foram construídos durante os debates da Assembleia, com a participação das lideranças e das microrregionais que formam a APOINME. Esse processo expressa nossa forma de exercer a democracia e reafirma o papel da Assembleia como espaço de decisão política dos nossos povos. A eleição de uma nova coordenação faz parte desse encontro. A Assembleia também fortalece nossa unidade e orienta os caminhos da organização para os próximos anos. A APOINME assume o compromisso de ampliar cada vez mais a participação das bases na definição das posições políticas e das estratégias do movimento indígena do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo. 1. Afirmamos nosso apoio político à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026. Essa posição foi expressa durante os debates da Assembleia e parte do reconhecimento dos avanços conquistados pelos povos indígenas durante seu governo. Nosso apoio também reafirma a necessidade de ampliar essas conquistas no próximo ciclo e fortalecer a participação política dos povos indígenas nas decisões sobre os rumos do Brasil. Como foi afirmado durante o Acampamento Terra Livre 2026, em Brasília, esse é um apoio construído a partir da compreensão dos projetos que estão em disputa e dos compromissos que cobraremos para fazer avançar os direitos dos povos indígenas. Não se trata apenas de um apoio cego. a. Cobramos que o próximo novo novo ciclo acelere as demarcações e fortaleça as políticas indígenas, com ampliação dos orçamentos e da capacidade de atuação de órgãos como o Ministério dos Povos Indígenas, a Funai e a SESAI. Também queremos ampliar a participação dos povos nas decisões que afetam nossos territórios. b. Reivindicamos participar, junto com a APIB e suas organizações regionais, dos diálogos sobre a indicação das pessoas que ocuparão funções relacionadas às políticas indígenas no próximo ciclo do Governo Federal. Queremos contribuir com a definição das equipes da Funai, da SESAI, do Ministério dos Povos Indígenas e de outros órgãos que atuam diretamente com nossos povos. As pessoas que assumem essas responsabilidades precisam conhecer os territórios e manter relação permanente com as organizações indígenas. A presença indígena dentro do Estado deve fortalecer a participação dos povos nas decisões. A experiência acumulada pelo movimento precisa ter espaço na construção das políticas públicas e na definição das prioridades do governo. Essa reivindicação retoma um posicionamento que a própria APOINME já apresentou em sua 10ª Assembleia, quando defendeu participação direta do movimento na construção da política indigenista federal. 2. Queremos ampliar a presença indígena no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas. A APOINME reforça seu compromisso de apoiar politicamente as indicações feitas para a Bancada Indígena 2026, da Campanha Indígena, com oito candidaturas da nossa área de abrangência, distribuídas em cinco estados. *lista em ordem alfabética Célia Xakriabá, candidata a deputada federal por Minas Gerais Jocelino Tupinikim, candidato a deputado estadual pelo Espírito Santo Kâhu Pataxó, candidato a deputado estadual pela Bahia Marcelo Pankararu, candidato a segundo suplente ao Senado por Pernambuco Monika Marapara, candidata a deputada federal pela Bahia Shirley Krenak, candidata a deputada estadual por Minas Gerais Tukumã Pataxó, candidato a deputado federal pela Bahia Weibe Tapeba, candidato a deputado federal pelo Ceará 3. Nós da APOINME cobramos dos partidos e federações o cumprimento das regras definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral para as eleições de 2026. As normas do TSE estabelecem a destinação proporcional de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e do Fundo Partidário às candidaturas indígenas. A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão também deve reservar tempo proporcional às candidaturas indígenas registradas pelos partidos e federações. a. Queremos que esses recursos cheguem às candidaturas indígenas em condições que permitam organizar suas campanhas e dialogar com a sociedade. Também cobramos a atuação permanente do Ministério Público Eleitoral na fiscalização do cumprimento dessas regras. Construir força política para além de 2026 Nosso entendimento é de que a Campanha Indígena é uma estratégia coletiva que fortalece a presença dos povos na política e amplia sua capacidade de disputar os rumos do país. As discussões da nossa Assembleia apontaram a importância de transformar essa experiência em um processo permanente de formação política e eleitoral, preparando novas candidaturas e fortalecendo a compreensão sobre regras partidárias, financiamento de campanha, comunicação política e segurança. Assim, a Campanha Indígena deixa um caminho organizado para a atuação cotidiana do movimento indígena. Para nós da APOINME, essa construção faz parte de uma visão mais ampla de participação política. A democracia e a soberania se fortalecem com a demarcação e a proteção das Terras Indígenas e se realizam todos os dias nos territórios, nas decisões coletivas e autônomas dos povos sobre a gestão de suas terras e na defesa dos seus modos de vida. É essa compreensão que orienta o Nosso Território, Nossa Vida como projeto de país do movimento indígena.

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“NOSSA RESISTÊNCIA SÃO NOSSOS ANCESTRAIS, NOSSA FORÇA É NOSSO TERRITÓRIO.”

CARTA POLÍTICA DA 11ª ASSEMBLEIA GERAL DA APOINME, DO TERRITÓRIO TABAJARA E TAPUIO-ITAMARATY, PIAUÍ Baixe o documento aqui Nós da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME) nos reunimos no chão do povo Tabajara, no Piauí, para realizar nossa 11ª Assembleia Geral, na Aldeia Nazaré, município de Lagoa de São Francisco. Estar neste território é uma escolha política carregada de história. Aqui, nossos parentes atravessaram tempos em que foi preciso se esconder para resistir e hoje aparecem para afirmar sua existência. É neste chão que reunimos nossos povos para fortalecer a luta que sustenta a APOINME. Pisamos neste chão para lembrar de onde viemos e afirmar para onde seguimos. Nossa Assembleia carrega a memória daqueles e daquelas que vieram antes de nós. Dos nossos troncos velhos, caciques, pajés, mulheres, jovens e lideranças que enfrentaram fazendeiros, grileiros, empresas, governos, perseguições, prisões, balas e tentativas permanentes de apagar nossa existência. A APOINME é fruto dessa caminhada. Nascemos da necessidade de unir nossas lutas para defender os territórios do Nordeste, de Minas Gerais e do Espírito Santo. Foi aprendendo e reconhecendo uns aos outros, que chegamos até aqui. A eleição da nossa nova coordenação faz parte do caminho que realizamos nesta Assembleia. E o sentido maior deste encontro está na força de reunir nossos povos e construir juntos os próximos passos da nossa luta. Estar no Piauí também afirma a nossa presença indígena em uma região marcada por um longo processo de apagamento dos nossos povos. Escolhemos realizar nossa Assembleia neste território para fortalecer a visibilidade das lutas dos povos indígenas do estado e exigir que o Governo Federal demarque as terras indígenas do Piauí, que até hoje, assim como o Rio Grande do Norte, não possui nenhum território demarcado. É deste chão que levantamos nossa voz e fazemos nossos maracás serem escutados em todo o Brasil. Foi também na área de abrangência da APOINME que a invasão colonial encontrou primeiro a resistência dos nossos povos indígenas. O conflito pela terra mais antigo do Brasil, que atravessa a história do país até os dias de hoje, começou aqui. Séculos depois, nossos povos seguem enfrentando expulsões e violências, enquanto o racismo continua atravessando nossas vidas. A história da APOINME nasceu da capacidade de reunir lutas de diferentes lugares e transformar a mobilização indígena em uma voz comum. Esta Assembleia acontece no ano em que completamos 20 anos da partida de Maninha Xukuru Kariri e em que ela faria 60 anos. Sua memória atravessa nossa caminhada e recorda que a força de uma organização está nas raízes plantadas por quem veio antes. Saudamos sua família e a continuidade dessa história, com destaque para seu irmão Cicinho Xukuru Kariri e sua sobrinha Huetçãwan Xukuru Kariri, que participaram da assembleia. Maninha segue presente na luta que passa de geração em geração. O nosso Diagnóstico Territorial, apresentado nesta Assembleia, ajuda a revelar a dimensão dos enfrentamentos vividos pelos povos e organizações da área de abrangência da APOINME. Foram mapeados 276 territórios indígenas. Desses, apenas 90 possuem delimitação oficial, outros 30 estão em estudo e 156 permanecem sem providências de regularização. Mais de 70% das terras mapeadas estão no semiárido e são ou foram impactadas por grandes empreendimentos. O racismo também aparece como uma realidade presente em 82,7% dos territórios considerados no nosso levantamento de impactos sociais. Esses dados têm rosto e história. Cada número representa nossos povos e as lutas que atravessam nossos territórios. Esses números somos nós! Onde a demarcação não acontece, avançam as invasões, o agronegócio, a mineração, as hidrelétricas, o petróleo e o gás, os empreendimentos eólicos e solares, as rodovias, linhas de transmissão e outras obras que transformam nossos territórios sem que tenhamos poder real de decisão. O racismo acompanha esse processo. Negam primeiro nossa identidade para depois negar nosso território e, por fim, abrir nossas terras à exploração. A partir das vozes dos nossos povos e das demandas apresentadas pelas microrregiões, esta Assembleia definiu prioridades para orientar a luta da APOINME no próximo período. São reivindicações que surgem dos territórios e se transformam em compromissos de mobilização e incidência política. Por isso reafirmamos: >>> demarcação não é favor >>> compra de terra não é demarcação >>> indenização pela terra nua não pode transformar um direito constitucional em negócio fundiário, que premia invasores Rejeitamos qualquer tentativa de substituir o reconhecimento das terras tradicionalmente ocupadas por mecanismos de compra e venda. A criação de reservas indígenas pode responder a situações excepcionais, mas jamais poderá ser transformada em regra para evitar a obrigação constitucional de demarcar. Também seguiremos em luta para acabar com o crime do Marco Temporal. Enfrentaremos a proposta do Congresso Inimigo dos Povos de incluir o Marco Temporal na Constituição por meio da PEC 48, assim como toda tentativa de criminalizar as retomadas, limitar o usufruto exclusivo dos territórios, restringir o acesso às políticas públicas ou condicionar a retirada de invasores ao pagamento de indenizações que possam tornar as demarcações financeiramente inviáveis, para poder premiar os invasores das nossas terras. Nossos direitos não estão disponíveis para negociação. Defendemos as retomadas como parte da luta dos povos que esperam há décadas pela efetivação de seus direitos e denunciamos toda e qualquer tentativa de criminalizar nossa luta. Cobramos o Governo Federal e o Congresso Nacional que retirem as Terras Indígenas de qualquer tentativa de autorizar mineração, inclusive em propostas sobre terras raras e minerais críticos. Nossos territórios precisam ficar fora da fronteira mineral. Projetos econômicos que atinjam nossos povos precisam respeitar os protocolos de consulta e a Convenção 169 da OIT. A transição energética precisa estar a serviço da vida e respeitar as decisões dos povos indígenas. A chamada transição energética também não pode se tornar um novo nome para uma política neocolonial que perpetua o genocídio indígena e o ecocídio em nossos territórios. Também reconhecemos os avanços construídos nos últimos anos com a retomada de políticas públicas e com a presença de indígenas em espaços de gestão. Sabemos reconhecer quando a política avança, assim como sabemos

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Terras Indígenas impactadas por Hidrelétricas

A p a r t i r d a c o l e t a d e d a d o s o fi c i a i s , a e q u i p e c o n s t r u i u p l a n i l h a s c o n t e n d o i n fo r m a ç õ e s c o m o l o c a l i z a ç ã o , p r o p r i e t á r i o , s t a t u s d e o p e r a ç ã o e l i c e n c i a m e n t o d o s e m p r e e n d i m e n t o s . A p e s q u i s a t a m b é m c r u z o u a i d e n t i fi c a ç ã o d o s t i p o s d e e m p r e e n d i m e n t o s h i d r e l é t r i c o s e d a s i t u a ç ã o d a s t e r r a s i n d íg e n a s . A a n á l i s e c o n s i d e r o u o s d a d o s r e fe r e n t e s a c a d a u m d o s e s t a d o s d a á r e a d e a b r a n g ê n c i a d a A P O I N M E , a s s i m c o m o a s b a c i a s h i d r o g r á fi c a s d a r e g i ã o . A coleta dos dados por estado, porém, parecia subdimensionar o que escutávamos em campo. Povos indígenas de Alagoas, Sergipe e Pernambuco, por exemplo, relataram muitos impactos decorrentes da instalação de hidrelétricas próximas ou dentro de seus territórios, ainda que a quantidade de empreendimentos instalados seja consideravelmente inferior às dos estados de Minas Gerais e Bahia. Assim, orientadas pela Resolução n° 1/1986 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) — que define que o impacto sobre determinada área afeta, potencialmente, toda a bacia hidrográfica onde ela se insere –, resolvemos identificar todas as hidrelétricas existentes nas bacias que passam por pelo menos um dos dez estados da APOINME. Leia o relatório na integra: TERRAS INDÍGENAS IMPACTADAS POR HIDRELÉTRICAS_FINAL

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Terras Indígenas impactadas por empreendimentos de Petróleo e Gás

Para a seleção das Terras Indígenas (TIs) que são potencialmente impactadas foram utilizados os polígonos e pontos da TIs (FUNAI, 2024; APOINME, 2020;2024), o limite dos municípios de frente para o mar (IBGE, 2022), as linhas dos gasodutos de transporte e os pontos da localização dos poços (ANP, 2024). Em torno das infraestruturas de Petróleo e Gás calculou-se duas faixas de potencial impacto: de 8 km, medidos a partir dos poços; e de 3 km, das linhas que representam os gasodutos. Essa métrica é estabelecida na Instrução Normativa nº 60/2015 (Brasil, 2015) que define critérios para o licenciamento ambiental envolvendo TIs. Selecionou-se as TIs que interceptam as faixas mencionadas, além das 65 TIs costeiras, nos municípios defronte ao mar na área de abrangência da APOINME, considerando a sensibilidade ao óleo da costa atlântica. Leia o relatório na integra: TERRAS INDÍGENAS IMPACTADAS POR EMPREENDIMENTOS DE PETRÓLEO E GÁS_ FINAL

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AVANÇOS

Pela primeira vez a Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do NE,MG e ES-APOINME, vai realizar a execução de emendas parlamentares, através da articulação e luta das Mulheres Indígenas de Minas Gerais em conjunto com Departamento de Mulheres Indígenas da APOINME e com apoio e incentivo da Deputada Célia Xakriabá. Termo de Fomento, N.º 972584/2024, cujo objeto é “Realização de um Encontro de Mulheres Indígenas de Minas Gerais com o objetivo de promover a troca de saberes, experiências e culturas entre mulheres de 18 povos indígenas, fortalecendo suas redes de apoio, estratégias de resistência e participação ativa em políticas públicas.” visando a consecução de finalidade de interesse público e recíproco que envolve a transferência de recursos financeiros à Organização da Sociedade Civil (OSC), conforme especificações estabelecidas no Plano de Trabalho. O presente TERMO DE FOMENTO , decorrente da Emenda Parlamentar nº 43220009, proveniente da Emenda Individual Impositiva da Deputada Célia Xakriabá e da proposta nº022896/2024, cadastrada na Plataforma TransfereGov, sendo uma celebração entre a União por meio do  MINISTÉRIO DAS MULHERES, representada por sua Ministra de Estado, a Senhora APARECIDA GONÇALVES.  Para a execução do projeto previsto neste deste Termo de Fomento, serão disponibilizados recursos pelo Ministério das Mulheres, no valor total de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais). Por: Comunicação APOINME Nos sigam em nossas redes sociais| Instagram @apoinme_brasil| @apiboficial Threads @apoinme_brasil Twitter @ApoinmeOficial Site apoinme.org YouTube Apoinme Oficial

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DIGA NÃO A PROPOSTA DE RETIRAR A “FUNÇÃO SOCIAL DA TERRA” DA LEI 8.629/1993

A proposta de retirar a “função social da terra” da Lei 8.629/1993, conhecida como Lei de Reforma Agrária, é um retrocesso histórico que ameaça direitos fundamentais dos povos tradicionais. A votação em regime de urgência ignora a importância da participação popular e do debate democrático, além de violar tratados e acordos internacionais em defesa dos direitos humanos. A investida do parlamento brasileiro desrespeita os Povos Tradicionais que lutam desde tempos coloniais para sobreviverem em meio a tamanha injustiça social. A função social da terra garante o direito à posse e uso das terras pelos povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. A proposta contraria o artigo 186 da Constituição Federal, que estabelece a função social da propriedade. A retirada da função social da terra terá como consequência o aumento de tensões nas disputas por terras, colocando em risco a vida e a segurança dos povos tradicionais, bem como da garantia de direitos fundamentais, pilares da Constituição Federal. As comunidades tradicionais são guardiãs da biodiversidade. A perda de seus direitos territoriais certamente vai acelerar a destruição do meio ambiente e ignora os direitos humanos fundamentais, como o direito à autodeterminação, à cultura e à identidade. A perda de controle sobre as terras pode acelerar a destruição da Amazônia, outros ecossistemas e biomas. Uma vez que as comunidades tradicionais podem ser forçadas a abandonar suas terras, elevando a problemática social e econômica desses povos com consequente crescimento da miséria e pobreza a qual foram condenados historicamente no tribunal da colonização brasileira. A erosão dos direitos territoriais pode resultar na perda da cultura, pertencimento ancestral ao território, línguas e identidade dos povos tradicionais. Portanto, a retirada da “função social da terra” da Lei 8.629/1993 é um ataque aos direitos humanos, fundamentais à manutenção da sobrevivência dos povos tradicionais e por isso exigimos: 1. Retirada imediata da proposta: Não à votação em regime de urgência. 2. Debate democrático: Participação popular e transparência no processo legislativo. 3. Respeito à Constituição: Manutenção da função social da propriedade. Juntos, podemos proteger os direitos dos povos tradicionais e os territórios que são a última trincheira em defesa das mudanças climáticas.   Assessoria jurídica da APOINME Texto de Maynamy Kariri

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CINE KURUMIN

A 9ª edição do Cine Kurumin traz diversidade indígena ao cinema com mostra competitiva em Salvador.   A programação inclui debates, atividades didáticas e interativas, além da exibição de 70 produções indígenas, entre longas, médias e curtas-metragens de diversos gêneros. Já pensou em mergulhar por quatro dias na rica diversidade dos povos indígenas, assistindo a dezenas de filmes em uma mostra competitiva? Essa é a experiência que a 9ª edição do Cine Kurumin – Festival de Cinema Indígena oferece. O festival chega à capital Salvador de 17 a 20 de outubro, e o Cineteatro 2 de julho, localizado na Rua Pedro Gama, 413, Alto do Sobradinho, Federação, será palco dessa imersão cultural única, com a abertura oficial marcada para às 16h. Na programação, o Cine Kurumin apresenta, além dos filmes selecionados para a Mostra Competitiva, as Mostras Especiais: “Minérios são lascas de céu”, com a presença do realizador Yanomami, Morzaniel Iramari Yanomami, diretor de três filmes exibidos no festival. “Awé – Olhares do Nordeste Indígena”, com produções de povos do Nordeste, que será apresentada pelos curadores, Ziel Karapotó e Bia Pankararu, que estarão no festival. E a Mostra “Katahirine – Constelação Audiovisual das Mulheres Indígenas” que conta com a apresentação da curadora Olinda Muniz, que também realiza um workshop sobre Artes Indígenas na programação. Outro destaque da programação é o encerramento com Geni Nuñez. A expressão temática e conceitual desta edição do Festival Cine Kurumin reflete os territórios indígenas e suas cosmologias de cuidado e preservação das florestas e da biodiversidade. Nesse contexto, os recorrentes processos invasivos provocados pela exploração de recursos minerais, hídricos e orgânicos em Terras Indígenas apresentam-se como contraponto, estabelecendo contradições e impactos diretos ao modo de vida dos povos originários. Diante desse confronto de mundos, somos conduzidos pela impactante cosmologia Yanomami, apresentada pelo xamã Davi Kopenawa que nos inquieta ao afirmar “o que os brancos chamam de minério são as lascas do céu, da lua, do sol e das estrelas que caíram no primeiro tempo”. O Cine Kurumin é uma janela para a produção audiovisual indígena, destacando a potência ancestral dessas imagens em suas expressões da diversidade artística, cultural, cosmopolítica e multiétnica. No Brasil, onde há uma grande diversidade de povos indígenas e muitas produções audiovisuais desses povos, o Cine Kurumin é um dos primeiros festivais dedicados à exibição e formação de público para o cinema indígena. O festival é apoiado nos princípios de autodeterminação e autonomia dos povos indígenas, ética e diálogo intercultural, além de respeitar os direitos autorais coletivos e propriedade intelectual indígena. “Uma janela para as imagens de povos originários, o Cine Kurumin também possibilita o diálogo intercultural com os cineastas indígenas, provocando debates sobre os filmes e as questões indígenas contemporâneas. Esse encontro intercultural cria aproximações com a realidade atual dos mais de 200 povos que vivem no país, somando cerca de 1,7 milhões de pessoas”, afirma Thais Brito, diretora e curadora do Cine Kurumin. O percurso das narrativas audiovisuais indígenas apresentadas pela equipe curatorial do Cine Kurumin leva a imaginar futuros possíveis, futuros ancestrais, nas palavras de Ailton Krenak. Apontar para a demarcação dos Territórios Indígenas como esse futuro, uma reserva de futuros. “O Cine Kurumin vem sendo a maior janela de exibição e de culminância das produções cinematográficas indígenas e seus realizadores. Um evento que consegue reunir e representar tantas linguagens, culturas e biomas, um espaço múltiplo e plural, como nossos povos originários. Que seja um grande encontro de realidades diversas e de imaginários possíveis”, destaca Bia Pankararu, uma das curadoras do festival. O projeto CINE KURUMIN – Festival Internacional de Cinema Indígena foi contemplado pelo edital SalCine, com recursos financeiros da Fundação Gregório de Mattos, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Prefeitura de Salvador e da Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura e Governo Federal. Este projeto também foi contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar nº 195, de 8 de julho de 2022.” Cine Kurumin O Cine Kurumin – Festival Internacional de Cinema Indígena é um dos mais importantes festivais dedicados à exibição de produções audiovisuais indígenas no Brasil. O festival acontece desde 2011, com edições realizadas na cidade de Salvador e em territórios dos povos, Tupinambá de Olivença, Pataxó, Tumbalalá, Tupinambá da Serra do Padeiro e Kiriri, na Bahia. Uma das edições foi realizada em formato itinerante no Parque Indígena do Xingu, na Aldeia Yawalapiti. Em 2020 e 2021, o festival aconteceu nas redes, com programação online. Diversos realizadores marcaram presença no Cine Kurumin desde que o festival foi lançado, como Ailton Krenak, Jaider Esbell, Takumã Kuikuro, Kamikia Kisêdjê, Ariel Ortega, Zezinho Yube, Isael Maxakali, Dário Kopenawa Yanomami, Patrícia Ferreira, Graci Guarani, Alexandre Pankararu, Alberto Alvarez, Olinda Muniz, Suely Maxakali, Amália Córdova, além de Vincent Carelli, idealizador do Vídeo nas Aldeias. Nesta edição, estarão presentes os (as) seguintes realizadores (as): Andressa Apinajé, Bia Pankararu, Ana Carvalho, Alberto Alvares, Eder Santos, Edivan Guajajara, Bih Kezo, Marcelo Cuhexê Krahô, Morzaniel Yanomami, Olinda Muniz, Otávio Kaxixó, Renan Khisetje, Txira Hunikuin, Juvenal Payayá e Ziel Karapotó.   SERVIÇO| Evento – 9० Cine Kurumin – Festival de Cinema Indígena| Data – 17 a 20 de outubro de 2024 – Abertura oficial – 17/10, às 16h Local – Cineteatro 2 de julho – R. Pedro Gama, 413 E – Federação, Salvador – BA, 40231-000 Ingressos gratuitos: https://cinekurumin.com.br, https://www.instagram.com/cinekurumin/ ou no local. Programação completa anexa e no site: https://cinekurumin.com.br  

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Ancestralizou Pajé Luís Caboclo

É com muito tristeza que nós da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo – APOINME, viemos a público informar que neste ultimo domingo (13/10) aos 73 anos de idade, o grande Pajé Luís Caboclo do Povo Tremembé acenstralizou. O pajé Luís Caboclo nos deixou uma história e um legado de lutas e conquistas, participando diretamente na luta pelo reconhecimento e regularização dos territórios indígenas do Ceará, e através de sua sabedoria ancestral e espiritual foi inspiração para muitos guerreiros e guerreiras indígenas de todo Brasil. Desde já pedimos aos nossos deuses e deusas que conforte os corações dos familiares e amigos, pois quem é amado e lembrado, jamais desaparece completamente e com certeza o saudoso Pajé Luís Caboclo, sempre será lembrado pelo movimento social indigena do brasileiro.   Por comunicação APOINME Nos sigam em nossas redes sociais Instagram @apoinme_brasil e @apiboficial Threads @apoinme_brasil Twitter @ApoinmeOficial Site apoinme.org YouTube Apoinme Oficial #Luto

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Pernambuco Lançara o Primeiro Licenciamento para Renováveis no Nordeste|

O Brasil vem se tornando uma grande potência, quando o assunto é possibilidades de transição energética. Já há algum tempo o país vem realizando a transição de geração de energia elétrica, criando fontes de energias renováveis como parques eólicos e solares, a fim de transformar e possibilitar meios mais viáveis e também mais rentáveis economicamente para quem produz. No entanto estes tipos de empreendimentos, apesar de serem considerados formas renováveis, não são de todo uma opção limpa de tudo,  construções de parques e usinas renováveis causam grandes danos ambientais, sociais, culturais, para as comunidades originárias, tradicionais e comunidades em geral que habitam o seu entorno. As comunidades tradicionais são afetadas drasticamente, não só pelo contexto social, mas com danos imateriais, pois afetam diretamente a espiritualidade, uma vez que a perda de biodiversidade, o desmatamento, destruição de espaços sagrados e o desequilíbrio ecossistêmico com a supressão de habitats, está ligado intrinsecamente a existência espiritual destes povos e seu modo de viver. Porém há luz no fim do túnel, nesse mês de outubro o estado de Pernambuco lançara o primeiro licenciamento para renováveis no Nordeste, segundo o site do Eco Nordeste “A iniciativa teve como ponto de partida a criação de um (GT) Grupo de Trabalho para subsidiar a elaboração da proposta, instituído em novembro de 2023 por meio do Decreto Nº 55.863/23”. O licenciamento prevê a regulamentação e diminuição dos impactos causados pelos empreendimentos das renováveis, pois as normas atuais são muito brandas, onde usinas solares com áreas de 1 até 15 hectares e parques eólicos com potência instalada de 1 até 5 MW ficam dispensadas de licenciamento ambiental. Saiba mais: Eco Nordeste https://kub.sh/0b0621 E DIGA AO POVO QUE AVANCE, AVANÇAREMOS!   Por: Comunicação APOINME Nos sigam em nossas redes sociais| Instagram @apoinme_brasil| @apiboficial Threads @apoinme_brasil Twitter @ApoinmeOficial Site apoinme.org YouTube Apoinme Oficial #MarcoTemporalNÃO #DemarcaçãoJá #DemarcaçãoÉDemocracia #NaturezaéVida

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